Entrevista - Diego Marx
- 4 de out. de 2016
- 2 min de leitura

A Larissa Lisboa (@lahf_) bateu um papo bacana sobre vários assuntos interessantes com o Diego Marx, co-fundador da Rockin' Hood e produtor da banda Scalene. Confira:
O público parece querer algo novo quando falamos em música, algo que vai além dos “ritmos padrões”, se é que podemos usar essa expressão, como você vê esse movimento/mudança que está acontecendo hoje no público e no mercado musical? Não sei se isso pode ser considerado algo inovador e desse tempo somente. Acredito que a música evolui ciclicamente, como quase tudo na arte, e o anseio do público permeia esses ciclos. Acho que realmente há uma parte do público que anseia ser desafiada e busca novas paisagens sonoras, mas não creio que seja a maioria dele. Falando ainda dessa inovação podemos destacar o som do Scalene, que faz parte, ao nosso ver, desse movimento de não conformismo aos modelos prontos de fazer música, é correto afirmar isso? Na verdade o que percebo no Scalene é justamente esse desejo de se desafiar e se reinventar, e que essa busca é a principal matéria prima da banda. A Rockin’ Hood é um empreendimento com uma visão mais aberta na área cultural, é uma proposta que parece até mesmo um pouco ousada, você poderia nos falar um pouco mais sobre ela? A Rockin'Hood é uma empreitada um tanto maluca. Basicamente nos envolvemos em projetos artísticos que acreditamos e nos esforçamos para realizá-los. Com isso nos vemos envolvidos em muitas frentes; discos, DVD's, festivais e etc, mas ta sendo bem legal ver tudo isso ficando pronto e os novos projetos surgindo. Esse ano ainda sai um jogo para celulares e um festival. Estamos correndo bastante porque ano que vem os projetos estarão ainda maiores. Você está junto com o Scalene a bastante tempo, a banda recebeu agora uma indicação ao Grammy Latino, qual a sensação de fazer parte disso? Acho que é mais um indício de que temos feito bem os nossos trabalhos. A sensação foi realmente muito boa de ver o reconhecimento disso pela academia. Em uma entrevista que você deu faz algum tempo, você fala que a visibilidade não é suficiente se não há conteúdo de qualidade para mostrar, Scalene teve visibilidade e já tinha conteúdo de qualidade, você acha que esse é um dos fatores para que a evolução da banda esteja numa constante? Acredito que o fato do Scalene já ter um trabalho consistente foi o motivo da visibilidade dar bons resultados. E penso que essa evolução vem do desafio interior de cada um dos integrantes, e é basicamente o mind set da banda. Como você começou a trabalhar com produção musical? Comecei a trabalhar com produção basicamente pra fazer os meus trabalhos autorais. Com isso fui evoluindo e recebendo convites para trabalhar com outras pessoas. Uma das maiores dificuldades encontradas hoje não só no ramo musical mas em muitos outros, é a falta de incentivo. Você acha que isso interfere na inovação do mercado? Acho que o mercado precisa ser ainda mais criativo em tempos de escassez. Todos os modelos precisam ser repensados e reposicionados. Talvez o mercado sofra um pouco com isso, mas a música; essa que nasce do sentimento profundo e sincero do artista, essa vai continuar nos surpreendendo mesmo sem incentivo algum...
Equipe Scalenos























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