O Scalene
- 10 de jan. de 2017
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Scalene surgiu em em 2009 como uma ideia talvez um pouco abstrata de algo que poderia ser, toda ideia começa como uma centelha, se desenvolve, vira chama e depois fogueira. Vou explicar melhor.
A banda começou de baixo, era algo simples, cresceu, caiu, aprendeu, evoluiu, percorreu um longo caminho. Muitas opiniões surgiram, muitas, muitas mesmo e o Scalene teve maturidade pra lidar com elas, absorver o que poderia ser útil, abraçar o que fosse pra somar e também a deixar passar, não dar ouvidos pro que não fosse.
Neste momento o Scalene é algo sólido, não um sólido imutável - pois continuam acrescentando e evoluindo - mas algo consistente, que tem uma mensagem, que tem algo pra passar pros outros e consegue se expressar muito bem, O Scalene está onde deveria estar e onde está é o resultado de muito trabalho e empenho, é a consequência do caminho que escolheram trilhar, como o próprio Gustavo já disse: o próprio caminho é o objetivo da jornada (ou algo parecido com isso). E ainda há muito mais pra trilhar
Hoje a gente vive uma certa carência de algo que de alguma maneira possa nos anestesiar, não sei se posso usar essa expressão, talvez essa anestesia seja no sentido contrário, no sentido de nos tirar do coma e com coma eu quero dizer nos tirar deste torpor em que as circunstâncias do agora nos colocaram e é esse o papel fiel da arte, nos despertar, de dentro pra fora.
É dispensável dizer que a arte transforma, todo mundo já escutou isso, mas a arte tem voz, a música tem voz, é essa voz que cria uma conexão entre as pessoas, esse tem sido o papel (não sei eu se é intencional ou não) da banda Scalene: fazer sentir, refletir, pensar, tocar, inspirar, criar.
Através desse papel de muita responsabilidade, conexões entre pessoas estão sendo geradas, é algo lindo, em um mundo onde as pessoas se distanciam cada vez mais, a música tem unido. O grupo Scalenos é só um dos diversos casos de laços criados entre as pessoas através da mensagem que a banda passa.
São almas que compartilham da mesma sede, da mesma vontade, que se unem através de um som, transformando essa rede de pessoas com interesses e anseios em comum em um acorde da guitarra, um aglomerado que dança, pula, grita, faz festa em cada show e se transforma numa música só.
Não é exagero, a arte pode ser gigante e abraçar o mundo, pode transformar, recriar.
Larissa Lisboa
Adm Scalenos























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